Onde estás? - perguntava eu já atrapalhada com as gotas de suor que caíam da minha testa e chegavam até ao nariz e, à espera que, por alma do espírito santo, tu pudesses responder um simples "estou aqui mesmo ao teu lado!".
Procurei insistentemente por ti, em todo o lado (pensava eu)... mas só conseguia pensar na opção de te ter perdido.
Admito, eu sem ti não sou nada! Sem ti fico incompleta... ou melhor, é como se nem sequer existisse.
Como podia ser, eu estava dependente de ti e nem sequer me tinha apercebido. Não andava sempre contigo mas tinha a certeza que tu eras meu e não podias ser de mais ninguém. Foste feito para mim, única e exclusivamente para mim... e eu, basicamente, precisava de ti para tudo.
Passaram aproximadamente dois meses e eu sem absolutamente nenhum sinal teu.
Um dia, cheguei a casa e os meus olhos não queriam acreditar quando te viram... nem os meus olhos nem eu inteira pois, já tinha feito outro cartão de cidadão.